domingo, 12 de dezembro de 2010

DOBRA DO TEMPO

... ela mais uma vez não conseguia me olhar. É sempre difícil enxergar a verdade entre palavras, sentimentos. Mas consegui ver um fiapo de vaidade demonstrado ao seu regaço, como uma pequena migalha de outrora. Ela, no entanto, derramando-se entre águas de remorço, não era capaz de perceber o caminho ou de entender a saída. Reinventou seu começo absorvida de passado. Sem percerber a repetição de tudo.

(Imagem: Atala au tombeau,1808,Girodet de Roussy -Trioson, fiz a foto do quadro em visita ao Louvre, outubro/2010)

Nenhum comentário: