segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
O TEMPO ENGOLE O PASSADO
Semana passada visitei o Hospital Universitário Onofre Lopes (da UFRN). Quanta coisa mudou desde 1999! Procurei algumas referências, lugares, pessoas... encontrei uma escada mal cuidada que leva ao subsolo, algumas pessoas, principalmente as que se perderam no tempo. A placa de minha turma... Como é bom visitar um lugar que carrega tanto de nós! A partir de hoje aconselho a todo mundo: “VISITEM LUGARES DO PASSADO”. Passei alguns minutos na frente da placa de minha turma imaginando onde estariam grande parte daquelas pessoas, não sei... O tempo engole o passado implacavelmente, como aqueles elevadores novos em paredes velhas e mal cuidadas. Confesso, foi uma experiência estranha, mas salutar, como parar diante de uma dobra do tempo
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
REINO DOS BICHOS E DOS ANIMAIS É O MEU NOME
“Eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo
Eu era ar, espaço vazio, tempo
E gases puro, assim, ó, espaço vazio, ó
Eu não tinha formação
Não tinha formatura
Não tinha onde fazer cabeça
Fazer braço, fazer corpo
Fazer orelha, fazer nariz
Fazer céu da boca, fazer falatório
Fazer músculo, fazer dente
Eu não tinha onde fazer nada dessas coisas
Fazer cabeça, pensar em alguma coisa
Ser útil, inteligente, ser raciocínio
Não tinha onde tirar nada disso
Eu era espaço vazio puro”
Reino dos Bichos e dos Animais é o meu nome
Stela do Patrocínio (org:Viviane Mosé )
Apresentação
Em meados da década de 1980, a artista plástica Neli Gutmacher foi convidada pela psicóloga Denise Corrêa para montar um ateliê na Colônia Psiquiátrica Juliano Moreira, a mesma onde viveu Artur Bispo do Rosário. Foi lá que ela conheceu, junto com suas estagiárias, Stela do Patrocínio, uma interna, negra, alta, que possuía uma fala peculiar, com alto teor poético. Uma das estagiárias, Carla Guagliardi, impressionada pela força dessa fala, guardou as fitas gravadas com Stela, que quase 15 anos depois foram transcritas, em forma de poesia, pela poeta Viviane Mosé. "Reino dos bichos e dos animais é o meu nome" é a reunião destas transcrições poéticas, num livro de surpreendente beleza que foi finalista do Prêmio Jabuti de 2002.
Sobre o livro
Trata-se de um livro assombroso – pela beleza e pelos sobressaltos que provoca. Um século de psicanálise já deixou bem claro o quão tênues podem ser os limites entre razão e loucura. Ainda assim, flagrar lucidez na verborragia aparentemen-te caótica de Stela desperta profunda inquietação.
Armando Antenore, Folha de São Paulo
Sobre o autor
Stela do Patrocínio nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de janeiro de 1941. Aos 21 anos, foi internada em um centro psiquiátrico. Em 1966 é transferida para o Hospital Psiquiátrico Juliana Moreira, o mesmo de Arthur Bispo do Rosário, onde permaneceu até morrer, em 1992.
Viviane Mosé é capixaba, radicada no Rio de Janeiro desde 1992. É psicóloga, psicanalista, doutora em filosofia pela UFRJ e escritora. Publicou, entre outros, os livros de poesia "Escritos" (1990), "Toda palavra" (1997) e "Pensamento chão" (2001).
Como encontrar
Limbo Livros Selecionados – Av. Afonso Pena, 666 – Tirol – Fone: (84) 3201.9416
COLABORAÇÃO: Letícia Torres
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
CARNATAL 2007 É BOM DEMAIS!

O Primeiro Carnatal ocorreu no ano de 1991, que foi realizado no centro da cidade, com apenas 3 blocos. No circuito, haviam apenas 12 camarotes e nenhuma arquibancada. O Evento cresceu e devido a sua grandiosidade, teve que ser transferido para o largo do estádio Machadão em 1994, onde foram montados 525 camarotes; nesse ano já eram 14 blocos e mais de 50 mil foliões. Desde então, o Carnatal se consolidou como o principal evento de sua cidade e é considerado pelos fãs o maior e melhor carnaval fora de época do país e do mundo. (Fonte: Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnatal)
Pois sim. Essa é a história oficial. O lado B fala do Carnatal como festa pseudopopular, beneficiadora de um pequeno grupo em “destaque”. Natal sofre um solavanco nesse período. Moradores ao redor da fuzaca precisam sair de suas casas para ter o direito de dormir. Vários moradores do bairro de Lagoa Nova se uniram a Promotoria do Meio Ambiente com o intuito de mudar o corredor da “folia” de lugar. Mas depois da peleja, muitas assinaturas e tentativas de mostrar o óbvio, a “justiça” manteve o local da festa alegando não poder intervir numa festa popular em prol de uma minoria.
Depois de pensar nestas coisas, fico lembrando do odor de urina e cerveja azeda que remanecem nas ruas pós trios elétricos megalomaníacos, cuspindo milhões de “imbecibéis” ensurdecedores. Fico lembrando da democrática pipoca embevecida na beirada das calçadas. Fico lembrando dos cordeiros, aqueles que não são pipoca nem são bloco, mas são fronteira. Fico lembrando dessa necessidade de ser feliz a todo custo. Dessa necessidade de ser feliz em massa. Com data e hora marcada, com um percurso e abadá, todo mundo igualzinho.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
DARKNESS VISIBLE

quarta-feira, 21 de novembro de 2007
EU QUERO UMA MÁQUINA DO TEMPO PRA COMEÇAR TUDO DE NOVO...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Hora de Poetizar

