quarta-feira, 28 de novembro de 2007

CARNATAL 2007 É BOM DEMAIS!


O Carnatal, é um evento anual que tem lugar na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, Brasil. O programa inclui Axé, frevo e outros tipos de música. Segundo o Guinness Book, o livro dos recordes, o Carnatal é o maior bloco de rua do mundo.
O Primeiro Carnatal ocorreu no ano de 1991, que foi realizado no centro da cidade, com apenas 3 blocos. No circuito, haviam apenas 12 camarotes e nenhuma arquibancada. O Evento cresceu e devido a sua grandiosidade, teve que ser transferido para o largo do estádio Machadão em 1994, onde foram montados 525 camarotes; nesse ano já eram 14 blocos e mais de 50 mil foliões. Desde então, o Carnatal se consolidou como o principal evento de sua cidade e é considerado pelos fãs o maior e melhor carnaval fora de época do país e do mundo. (Fonte: Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnatal)

Pois sim. Essa é a história oficial. O lado B fala do Carnatal como festa pseudopopular, beneficiadora de um pequeno grupo em “destaque”. Natal sofre um solavanco nesse período. Moradores ao redor da fuzaca precisam sair de suas casas para ter o direito de dormir. Vários moradores do bairro de Lagoa Nova se uniram a Promotoria do Meio Ambiente com o intuito de mudar o corredor da “folia” de lugar. Mas depois da peleja, muitas assinaturas e tentativas de mostrar o óbvio, a “justiça” manteve o local da festa alegando não poder intervir numa festa popular em prol de uma minoria.
Depois de pensar nestas coisas, fico lembrando do odor de urina e cerveja azeda que remanecem nas ruas pós trios elétricos megalomaníacos, cuspindo milhões de “imbecibéis” ensurdecedores. Fico lembrando da democrática pipoca embevecida na beirada das calçadas. Fico lembrando dos cordeiros, aqueles que não são pipoca nem são bloco, mas são fronteira. Fico lembrando dessa necessidade de ser feliz a todo custo. Dessa necessidade de ser feliz em massa. Com data e hora marcada, com um percurso e abadá, todo mundo igualzinho.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

DARKNESS VISIBLE


“A ciência e a arte continuarão, sem dúvida, à procura de uma representação clara do seu significado, que muitas vezes, para os que a conheceram, é um simulacro de todo o mal do nosso mundo, da discórdia e do caos de todos os dias, da nossa irracionalidade, das guerras e do crime, da tortura e da violência, do impulso para a morte e da nossa fuga desse impulso, no intolerável equilíbrio compensador da história.”

William Styron, trecho de "Darkness Visible".

"Perto das Trevas" (a edição brasileira de "Darkness Visible") é um relato contundente do sofrimento psíquico causado pela depressão. Atenção ao trecho em que o escritor - já tomado pela hipótese do suicídio - desiste ao ouvir a "Rapsódia para contralto" de Brahms. Um exemplo da clareza expressada por Nietzsche na sentença "A Arte existe para que a verdade não nos destrua".
Colaboração de Letícia Torres

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

EU QUERO UMA MÁQUINA DO TEMPO PRA COMEÇAR TUDO DE NOVO...


Os cheiros de desinfetante, cigarro e crack se misturavam no ar. Eu, ela e o condicionador de ar. O crack tem um cheiro estranho de lixo queimado. É assim que percebo quando alguém usou. Cheiro forte! Lágrimas corriam pelo seu rosto endurecido. “Eu queria uma máquina do tempo pra começar tudo de novo...” Fiquei fascinado com a idéia do recomeço. Com a possibilidade da nova oportunidade. “Realmente é preciso voltar no tempo pra recomeçar?” Quatro décadas de rugas profundas, numa pele ressequida, ao redor de grandes olhos sem brilho. Viajar no tempo significaria rever as escolhas. Dobrar na rua certa, no tempo certo, etc etc etc... “Quem é capaz de fazer sempre as escolhas certas?” Me olhou mais uma vez, enxugou o rosto e se ajeitou na cadeira branca de plástico. “Essa vida, eu não quero mais viver.” Falamos do futuro, do tratamento e combinamos uma viajem no tempo rumo ao presente.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Hora de Poetizar


Poesia faz bem pra cabeça, corpo e alma...

Principalmente por causa das entrelinhas do não dito.

Fui recentemente apresentado a Fabrício Carpinejar.


Obrigado Letícia pela apresentação.